SINOPSE

 G.R.E.S. Império Jovem (JUMEFI)

TEMA CARNAVAL 2012

 

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 ENREDO

Vô batê pá tú, pá tu podê batê

 

JUSTIFICATIVA

Anos 60 e 70, os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. Época de repressão em toda América Latina, anos conturbados em todo mundo, anos que não deveriam ser recordados por nada devido ao sofrimento empregado pelos governos militares em nosso país e em toda América do Sul.

Não podemos apenas recordar desta época pensando no lado ruim de nossa historia, porque nestes anos surgem compositores, cantores, artistas televisivos e atores de grande nome e expressão nacional e internacional, que fizeram desta época a mais rica em musicalidade e teatralidade. Herdeiros da era de aquários, hippies com sua filosofia de paz, amor e felicidade, o não a guerra.

Dos dances que não mudaram a cor destes anos, mas acrescentaram brilho ao colorido psicodélico, pessoas que mudaram a moda, aonde surge à vestimenta unisexy, sapatos plataforma, calças boca de sino, cabelos black power... e muitos outros atributos que nos fazem recordar com alegria deste período rico em cultura popular. Quem desta época não se recorda dos bailes de garagem, das saídas com a batota aos sábados à noite?

Sabemos que mesmo muitos hoje não viveram esta época, mas se aproveitam dela para se divertir, admirar e comentar com alegria do que ela ainda nos passa, como: ”Sentimento, amor, criatividade, fraternidade e felicidade“, mesmo estes anos tendo sidos, anos de chumbo.

Por tudo isso a Império resolveu trazer para avenida uma montagem histórica desta época, mostrando através dos movimentos artísticos, movimentos sociais e artistas marcantes deste tempo, um resumo de tudo isso.

 

 

 SINOPSE

 

Ato I:

Falaremos dos hippies, detentores dos direitos de serem filhos de aquários, para que passem toda cultura, criatividade e costumes oriundos de sua filosofia, e passando tudo aos seus herdeiros desta época, herdeiros aqui representados pelas nossas alas de enredo, bateria, baianas e alegorias.

Falaremos dos artistas que mesmo com a repressão se mantiveram firmes e com sua criatividade tornaram esta época mais amena para todos e também dos que não eram contestativos, mais com seu talento tornaram esta época mais feliz.

Iniciamos com um símbolo de talento inigualável em compor letras fortes contra o regime ditatorial que se impunha. Mostraremos em simbologia Geraldo Pedroso de Araújo Dias (Geraldo Vandré), através de sua musica, "Pra não dizer que não falei das flores" hino da resistência ao regime militar. Assim esperamos estar homenageando este mestre da MPB.

Queremos também enfatizar a cultura hippie, e nada melhor ou mais simbólico que a peça teatral “HAIR”, que mostra a magia de viver do modo desta cultura.

 

Ato II:

Continuando em nossa linha de pensamento, acreditamos que o primeiro movimento brasileiro que veio demonstrar toda influencia que vinha desta era de aquários foi a “TROPICALIA” ou Movimento tropicalista, um movimento cultural brasileiro que surgiu nos finas dos anos 1960 sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira, misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade que vivia sob o regime militar.

Movimento que manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dona Maria, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé) e não podemos esquecer do maior representante destas duas culturas ou seja a hippie e o tropicalismo em nossa TV, José Abelardo Barbosa de Medeiros, (Chacrinha), que a partir da década de 1970 passou a ser chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil que assim se referiu a ele numa conhecida letra de canção que compôs chamada "Aquele Abraço".

Manifestações artísticas diversas, influenciadas pelo tropicalismo, como as artes plásticas. Destaque para a figura de Hélio Oiticica.

No cinema, o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha.

E o teatro brasileiro, sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa.

Um dos maiores exemplos do movimento tropicalista foi uma das canções de Caetano Veloso, denominada exatamente de "Tropicália".

Em uma época onde a ditadura imposta pelos grandes meios de comunicação força nosso povo a reverenciar tipos de arte com qualidade duvidosa, principalmente com relação a música, é mais que necessário que lembremos de brasileiros geniais, que foram responsáveis por criações divinas que fazem parte da nossa rica MPB.

 Assim, a IMPÉRIO com muita honra e orgulho rende homenagem a mais esses dois monstros da nossa cultura, não através do que são lembrados como no humor onde eram geniais comprovadamente, mas como compositores, que com letras inteligentes falaram e criticaram problemas sérios do nosso país. Música séria feita por humoristas, isso deve ser motivo de orgulho para todos nós que nascemos nesse continente verde e amarelo.

Rogando para que não sejam esquecidos nunca, a homenagem que a IMPÉRIO presta a todos estes monstros da nossa musica, teatro, cinema e humor se estende  a Chico Anysio e Arnold Rodrigues, através do seus Baiano e os Novos Caetanos, que fizeram este Clássico "Vô Batê Pá Tu” titulo que demos ao nosso enredo como forma de homenagem a eles e por ser realmente uma frase que representa a expressão o linguajar desta época.

Baiano e os Novos Caetanos é o nome de um trio musical e humorístico composto pelos humoristas Chico Anysio, Arnaud Rodrigues e Renato Piau satirizando no título o conjunto Novos Baianos e o cantor Caetano Veloso. Nascida nos anos 70 como uma sátira ao tropicalismo, a dupla formada por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anísio e Arnauld Rodrigues respectivamente, no programa humorístico “Chico City” trazia em suas canções letras divertidas e engajadas, um instrumental de primeira, com belos arranjos de violões, sanfonas e cavaquinhos, entre outros instrumentos. Clássicos como "Vô Batê Pá Tu", que fala das delações na ditadura, e "Urubu Tá com Raiva do Boi", uma crítica à situação econômica do país e ao “milagre econômico brasileiro”, e a bela "Folia de Reis", fizeram de Baiano & Os Novos Caetanos um nome significativo no universo do samba-rock e da música rural Brasileira.

 

Ato III:

Outro ícone desta época foi o Sr, Rauzito idealizador, juntamente com Paulo Coelho, da sociedade alternativa. Raul dos Santos Seixas (Raul Seixas) nosso maluco beleza. Seu primeiro grande sucesso como interprete foi Ouro de tolo, em 1973, incluída em seu primeiro LP solo Krig-há, Bandolo!, do mesmo ano e que incluiu outros êxitos, como Metamorfose ambulante, Mosca na sopa e Al Capone. Seu sucesso se consolidou com os três LPs seguintes, Gîtâ (1974), Novo aeon (1975) e Há dez mil anos atrás (1976). O dia em que a terra parou (1977), que inclui Maluco beleza, que se tornaria um hino da geração hippie, Mata virgem (1978) e Por quem os sinos dobram (1979). Apesar de crescentes problemas de saúde e varias trocas de gravadoras, manteve o prestigio e o sucesso em quase todos seus LPs seguintes.

Continuando agora falaremos de uma banda com inicio meteórico, ficou em sua primeira formação com, João Ricardo. Fred (bongô) e Antônio Carlos, ou Pitoco, como é mais conhecido e Gerson Conrad. Apenas na segunda formação veio o sucesso meteórico com, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad, durou apenas um ano mais deixou uma obra que até os dias de hoje e aclamada pela critica.

Falamos de SECOS & MOLHADOS, que teve seu começo, com apresentações ousadas, acrescidas de um figurino e uma maquiagem extravagante, que fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português como o Vira, e com críticas à Ditadura Militar como, "Primavera nos Dentes" e o rock progressivo "Assim Assado", com a poesia de Cassiano Ricardo, Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, e João Apolinário, pai de João Ricardo, fizeram um rock pesado inédito no país, o que a fez se tornar um dos maiores fenômenos musicais do Brasil da época.

Falando de bandas, uma banda vocal surge com forte influencia da musica Americana da época que se difundi pelo mundo, a disco music, e graças a este ritmo surgem “As frenéticas”, grupo musical feminino formado por seis vocalistas, que surgiu em 1976, no Rio de Janeiro, no auge do sucesso das discotecas.

Destacam-se como grupo vocal da disco music brasileira, as FRENÉTICAS, Sandra, Lidoka, Edir, Dudu, Leiloca e Regina se juntaram na discoteca Dancin' Days, criada pelo compositor e jornalista Nelson Motta, no Rio de Janeiro. O sucesso de "Perigosa" (Rita Lee/Nelson Motta) foi tanto que logo a Warner gravou um compacto com "A Felicidade Bate a Sua Porta" de Gonzaguinha. O LP "Frenéticas" foi um estouro instantâneo, vendendo 150 mil cópias rapidamente. O grupo também foi responsável pela música "Dancin' Days", tema da novela homônima, de 78. Ainda no final dos anos 70 gravam a abertura da novela "Feijão Maravilha", da TV Globo, com a música "O Preto que Satisfaz" (Gonzaguinha). Ambas foram incluídas no LP "Caia na Gandaia", mais o debochado jazz "Crisi Darling" (Wagner Ribeiro de Souza). Em 79, gravaram o LP "Soltas na vida", com o fox-trote "Ai! Se Eles Me Pegam Agora!" (Chico Buarque), da trilha da peça "Ópera do Malandro" e a marchinha "É que nessa encarnação eu nasci manga" (Luli/Lucina). Em 80, prestaram um tributo a Lamartine Babo no LP "Babando Lamartine", com arranjos de Sérgio Cabral.

 

 Ato IV:

Agora neste ato queremos nos referir e reverenciar dois nomes que para nos sambistas elevaram este ritmo Brasileiro nesta época que tratamos, de uma forma tão sublime que não queremos correr riscos sendo ofensivos para com suas figuras, então sugerimos que os compositores que venham a ter a intenção de fazer o nosso samba tenham cuidado e não coloquem estas figuras como sátira ou termos que possam ser pejorativos para com suas biografias. Falamos de Martinho da Vila e Clara Nunes, nomes de expressão que levaram nosso samba a todas as classes sociais Brasileiras, e para o mundo.

Depois de falar de todos estes ícones da nossa MPB, teatro e artes plásticas deixamos para o ultimo ato quatro monstros desta época, Elis Regina, Roberto Carlos, Tim Maia e o Sr. Francisco Buarque de Holanda, não descreveremos aqui suas trajetórias nem seus talentos mais marcaremos com suas obras, Elis com Show “Falso Brilhante”, Roberto Carlos com “O Calhambeque”, Tim Maia com “Primavera” e como representação do nosso Chico Buarque “Ópera do Malandro” com a musica desta obra “Geni E O Zepelim”.

Aqui fechamos nossa homenagem a estes legítimos herdeiros de aquários, que mesmo com repressão e censura tornaram nossas vidas mais felizes.

Esperamos termos “BATIDO PRA TÚ, PRA TÚ PODÊ  BATÉ”

FIM.